Perdido! Correndo para um mundo sombrio. Monótona rotina de corações oprimidos. Percorrendo sem rumo uma estrada infinita. Oh! Grande céu. Grande é o tamanho de minha agonia. Longa será minha jornada. Tão curtos os momentos de paz. Distante! Estou longe do lugar que gerou meu caos, tão próxima fico do começo... Sinto que jamais irei alcançar. Agarrar com minhas mãos o Eu que foge de mim.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Incompleto

E para onde foi toda a minha inspiração? Embora com ele no instante que aceitei que havia sido abandonada? Ou quando coloquei em questão todos os meus valores - mais uma vez, e constatei que tudo não passou de ilusão, que tudo o que eu penso, sinto, falo e escrevo não passa de uma grande mentira, pura representação de uma vontade reprimida de ser livre para sempre.

Após quase dois anos em silêncio, sem ter produzido qualquer tipo de texto, música, pintura, fotografia. Dois anos alienada e camuflada no resto da multidão, hoje cobrei de mim mesma uma explicação, e enquanto penso no que escrever de fato, torno a refletir e colocar meu cérebro a prova. Aonde iremos chegar? Quem sabe em lugar algum, tão somente palavras laçadas ao vento, como sempre o foram.

Escutar Mozart novamente – Réquiem K 626 – trouxe-me lembranças de um passado não tão distante, mas sentimentalmente distante, quase que perdido. Um passado que mesmo infinitas novas adversidades dos meus dias não conseguiram apagá-lo de mim, e hoje ele também me cobra explicações.

Quantos foram os meus erros? Quantos ainda o serão? De quantas pessoas eu espero um pedido de desculpas e de quantas ainda espero ansiosamente pelo perdão também. Posso estar errada, mas se meu passado martela sobre mim cobrando-me explicações foi porque cometi mais erros pelas minhas próprias mãos do que eu poderia imaginar.

Hoje me olho no espelho e não sei mais quem sou. Dois anos borraram toda uma representação convincente de um personagem que existiu somente dentro de mim. Invictus, Assirius, Fliegen, Harpyie, foram tantos pseudônimos, tantas personalidades que atualmente, Sandra parece também ser mais um pseudônimo e quem te escreve agora é a essência de todas essas representações. Como uma grande massa de conteúdos abstratos e sem forma definida.

Para sempre perdida em uma realidade paralela, como se corpo e espírito se dividissem em dois tão intensamente a ponto de não me sentir completa em instante algum, com coisa alguma que eu tente realizar. A minha realidade se tornou tão relativa e complexa que meu pensamento consegue chegar somente até 99,99 % de sua capacidade total, bem como uma matéria que tenta correr na velocidade da luz, mas nunca a alcançará.

Para sempre incompleta.

22/06/2010 – 22:10

domingo, 5 de abril de 2009

Who will short first?

Life is just a tragic game. I don’t know how to be a good player and as week people always die first, because we already born dead, I go out from this game on beginning.

I have no energy to dispend with things that doesn’t bring me happiness, pleasure, peace. Yes, I would love life was a party! Am I a kind of angel? Am I a king of dreamer person? Am I just a foolish human? What Am I?

Why for me the real life can’t pass so softly as it pass for everybody? Why I feel every feeling so strong? Why is my love so intense? Why is my hate so intense? Why is my sadness so strong? Why the wings touch my skin so deeply? Why the terrible images of the life make me feeling so bad than the beautiful moments make me happy?

Why Am I not as every woman that feels themselves happy with new clothes, new shoes and new parties? Why shops aren’t the cure of my agony? Why for me to think about the worlds, people, and things of life is so dangerous?

I look at the mirror and I saw somebody I don’t know and it make me afraid. I walk and walk through my thoughts in searching for someone familiar and I just found this stranger woman screaming all her sadness and agony into my heart. I feel me consuming everyday.

I tasted the blood of her killed dreams; I felt the rotten smell of her striped hope; I touched by my hands of that purulent wounds on her life. She is screaming… I want to escape from her pain, but when I look at the mirror again, she cries, I cry with her. She calls for death and rest; I take the gun to my head. Who will short first?

domingo, 16 de novembro de 2008

Imagine

Imagine quantas pessoas especiais já passaram ao nosso lado pela rua, cruzando de uma calçada a outra e nem notamos. É como se todos estivessem perdidos e aos poucos nos encontramos. Por isso é muito importante sempre estarmos abertos, pois esses encontros acontecem de forma tão inesperada que quando acontece é como se fosse mais um movimento comum em nossas vidas, mas não é. Como se fosse mais alguém.... Mas não é.